Mãe de um Autista

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João Pessoa, Nordeste, Brazil
Tenho um filho com Aspectos Autistas e Retardo Mental Leve e gostaria de compartilhar com vcs sua pequena história.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Perspectivas de um Autista


Minha história será contada desde bem antes de um pensar em nascer. Tudo começou quando meu pai e minha mãe, ainda eram jovens - meu pai com 27 e minha mãe com 21anos de idade.
Tive um irmãozinho que faleceu, seu nome era Elve. hoje ele se encontra ao lado do Pai. Sei que vou ficar feliz em saber que ele existiu. Depois do seu falecimento, meus pais passarm 6 anos para que minha mãe engravidasse novamente. Ela tentou, mas o bebê ficou morto em seu ventre (aborto retido). Depois de 6 meses lá estava eu e minha irmãzinha sendo gerados. Sei que o susto que ela teve foi grande e muitos não acreditavam que nós seriamos gêmeos. A primeira ultrassom, só aparecia uma linha, os médicos ficaram preocupados, mas após 15 dias, veio a confirmação: seriam gêmeos mesmo. Minha mãe achava que seriam 2 meninos, sempre gostou de meninos, pois não tinha muita forma de lidar com as meninas, principalmente na hora da vaidade, cuidar dos cabelos - nem se fala. Ela é uma catastrofe.
Foram realizadas 8 ultrassons, na 4ª já viram o sexo: um casal.

Gostaria muito que meu caso fosse abordado por vc:
Engravidei de gêmeos, devido ao estresse vivido e outros problemas na gravidez, 1 semana antes do parto fiz a última ultrasson - das 8 que havia feito antes; e o que não era de se esperar, meus filhos ( 1 casal de gêmeos) estava prestes a morrer. O menino nasceu abaixo do peso: 1.820 gr. e a menina 2.500 + ou menos. Após o nascimento ficamos internados 12 dias, onde ele ficou tomando antibióticos. Não entendi o que aconteceu, só ouvia-se dizer que a menina havia roubado a alimentação dele (hoje sei que foi a mais pura mentira). Depois desses 12 dias após minha isteria, saimos do hospital, onde ele passou mais 7 dias de antibiótico. A primeira consulta médica, foi encaminhado para o terapeuta ocupacional, mas como o pediatra era neo-natal, indicou outro pediatra para ficarmos sendo acompanhados.
A primeira consulta com este novo pediatra, coloquei a situação de ser acompanhado pelo terapeuta ocupacional, onde a médica questionou: mas o seu filho não é retardado? Fiquei com uma pulga atrás da orelha. Foram passados vários exames: ultrasson, teste de visão, audição e outros. Sempre que fomos a este segundo médico que ficou acompanhando, ele dizia esta criança precisará mais dos seus cuidados, mas dizia que sua personalidade iria ser mais "comprometida", era estranho. Após + ou - 1 ano e 6 meses, viemos morar em João Pesssoa, algumas pessoas da família notaram um compotamento evasivo, distante e vieram me falar, foi quando procurei vários profissionais.
Alguns meses atrá descobri que na verdade o liquido amniotico aqueceu provocando falta de oxigenação no cérebro, retardo mental e aspectos autista.
Vou ficando por aqui, mas minha tese é que a gestação, pode levar a problemas que causam sérias doenças mentais, uma delas o autismo ( retardo mental). Tenho um texto que relata isso, vou enviá-lo via anexo.
Sabe-se hoje que o autismo é um transtorno de origem genética, apesar dos gens ainda não estarem completamente esclarecidos. Segundo os estudos atuais os gens apontados como foco são os: 2q, 7f, 16p e 7q32. Gêmeos monozigóticos têm 90% de chance de compartilharem o distúrbio e os casais que têm um filho com o transtorno têm aproximadamente 3 a 5% de chance de terem outro filho com o mesmo distúrbio.
Todas as pesquisas atuais têm demonstrado que em cima da predisposição gênica ocorrerão fatores agressivos externos que, atuando no período perinatal (pré e pós natal), levam ao desencadeamento do fenótipo autista. Dentre estes estressores têm sido apontados produtos químicos, xenobióticos, poluentes e metais.
Se uma mulher deseja ter um segundo filho, costumo dar as seguintes orientações para que a carga de agentes extressores seja minimizada:
-Abolir o fumo ( O cigarro possui mais de 4000 substâncias tóxicas)
-Abolir o álcool
-Retirar todas as obturações de amálgama antes de engravidar.
-Se está grávida, restringir ao mínimo o trabalho dentário.
-Usar pastas sem flúor durante a gravidez.( A nossa água é fluoretada e os complexos vitamínicos para gravidez já contèm flúor. Quanto a estes, não usar os que contenham flúor em excesso)
-Abolir frutos do mar.( Peixes podem conter mercúrio e outros metais)
-Evitar cosméticos com chumbo (Cuidado especial com os batons!)
-Uso de alimentos orgânicos.
-Abolir panelas de alumínio/papel alumínio/embalagens.
-Abolir desodorantes com alumínio.
-Usar suplementos de cálcio e omega 3 durante a gestação.
-Usar ácido fólico antes e durante a gestação.
-Usar complexos multivitamínicos recomendados por seu obstetra.
-Não usar vacinas para gripe ou outras que contenham mercúrio a não ser se extramamente necessárias.
-Não usar plásticos ou phtalatos em microondas para aquecer alimentos.
-Preferir água mineral.
-Tratar problemas digestivos (gastrites, etc..) antes de engravidar
-Candidíase recorrente? Tratar antes e com cuidado! Considerar o uso de fator de transferência.
-Não usar tintas de cabelo(contèm chumbo) ou produtos químicos no cabelo durante a gestação.
-Não usar acetaminofen (Thylenol) durante a gestação. (Altera o metabolismo dos sulfatos)
-Cuidado com excesso de excitotoxinas na dieta (glutamato, nitritos, propionato, fenóis)
-Evitar contato com produtos tóxicos ou de limpeza em contato direto com a pele ou por inalação.
-Evitar exposição ocupacional aos químicos e poluentes.
-Considerar fazer um mineralograma antes de engravidar e tratar as possíveis deficiências.
-Evitar o stress.( Parece óbvio, mas sei que é difícil).
Vi em algumas apresentações internacionais que alguns autores recomendam que as mães considerem o uso da dieta SGSC. Creio que se pode considerar diminuir a sensibilisação ao glúten durante a gestação e da caseína durante a amamentação.

Dra Geórgia Meneses Fonseca

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